O Cajucidade é um projeto de arte urbana que transforma esculturas gigantes em formato de caju em telas para artistas de Aracaju. Em 2026, a iniciativa entrou na terceira etapa de revitalização. Em balanço divulgado em 24 de outubro, a Prefeitura informou que o conjunto tem 19 esculturas e que dez haviam sido revitalizadas com a parceria atual. Esse total não significa que todas as peças receberam novas pinturas neste ano.
O que é o Cajucidade e quando surgiu?
Idealizado pelo artista plástico Fábio Sampaio, o Cajucidade utiliza o caju como símbolo visual associado à capital sergipana. Cada escultura funciona como um suporte para pintura e permite que artistas apresentem interpretações diferentes da cidade em espaços públicos, fora do circuito tradicional de galerias.
A Prefeitura de Aracaju situa a idealização do projeto em 2009. Há, porém, uma diferença na documentação histórica: um registro do Prêmio Abrasce sobre uma iniciativa do Shopping Jardins descreve o movimento como criado em 2010. As fontes consultadas não esclarecem se essas datas se referem, respectivamente, à concepção e ao início efetivo das ações. Por isso, não é possível fixar uma única data de estreia das esculturas a partir desses registros.
O que mudou na terceira etapa, em 2026?
A retomada anunciada pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal do Turismo (Setur), envolve recuperação visual das peças, participação de artistas sergipanos e parcerias com empresas privadas. Segundo a administração municipal, a nova fase também incorporou trabalhos em duplas e trios, além de intervenções individuais.
Em agosto, uma divulgação publicada pelo Jornal da Cidade falava na personalização de 18 cajus gigantes por 32 artistas e coletivos, com apoio da Casa das Tintas. Aquela informação apresentava o plano da etapa, não uma relação de 18 obras já concluídas. Em 24 de outubro, o informe municipal trouxe o balanço posterior: dez revitalizações realizadas dentro de um conjunto descrito como de 19 esculturas, com intenção de prosseguir gradualmente.
Quais esculturas têm local e autoria identificados?
O comunicado municipal de 24 de outubro relaciona nominalmente artistas e locais em dois exemplos da terceira etapa:
| Local em Aracaju | Autoria informada | O que a fonte confirma |
|---|---|---|
| Mirante da 13 de Julho | Guga Juice, também conhecido como Suco | Intervenção apresentada como a primeira revitalização desta fase. |
| Orla da Atalaia, próximo à Galeria de Arte J. Inácio | Israel Melo, em colaboração com Fábio Sampaio | Escultura revitalizada com referências ao mar, à pesca e à paisagem local. |
Essas identificações não equivalem à lista completa das dez esculturas recuperadas. Em agosto, a divulgação também mencionou locais como Colina do Santo Antônio, Orlinha do Bairro Industrial, Parque da Sementeira, Teatro Tobias Barreto, Farol de Aracaju, Orlinha Pôr do Sol, Aruana, Bugio e Praça da Juventude. Eram locais indicados para a iniciativa, mas aquela notícia, isoladamente, não comprova a conclusão de uma intervenção em cada ponto.
Por que aparecem 18 cajus em agosto e 19 em outubro?
Os números aparecem em comunicados de momentos e escopos diferentes. O texto de agosto trata das 18 peças previstas para personalização na terceira edição. A Prefeitura, em 24 de outubro, descreveu 19 como o total de esculturas que compõem o Cajucidade. Sem um inventário municipal individualizado com localização, autoria e situação de cada peça, não há base para afirmar que uma nova escultura foi instalada entre as duas publicações, que houve erro de contagem ou que todas as 18 anunciadas já foram atendidas.
Também é importante separar as contagens: 19 é o total informado para o conjunto; dez é o número de revitalizações comunicado até 24 de outubro de 2026. A diferença numérica não identifica, por si só, quais peças ainda dependem de intervenção.
O que falta saber para montar um roteiro completo?
Para o morador ou visitante que deseja encontrar os cajus, as referências documentais mais seguras desta atualização são o Mirante da 13 de Julho e a área da Galeria J. Inácio, na Atalaia. Ainda falta uma relação pública consolidada que associe cada uma das 19 esculturas ao endereço exato, aos artistas responsáveis e ao estágio de revitalização. As localizações divulgadas como parte do projeto não devem ser confundidas com confirmação de obra concluída.
Informações apuradas com base nas publicações consultadas até 25 de outubro de 2026. A situação das intervenções pode mudar em novas etapas.





