Um homem investigado pela morte de uma mulher no povoado Barro Vermelho, em Lagarto, no centro-sul de Sergipe, morreu nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026, após ser baleado durante uma ação policial. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SE), ele foi socorrido e levado ao hospital do município, onde morreu. A Polícia Civil mantém a investigação da morte da mulher e das circunstâncias da ocorrência policial.
O que aconteceu no povoado Barro Vermelho
A mulher foi encontrada sem sinais vitais no fim da tarde de segunda-feira, 19 de outubro, dentro de uma residência no povoado Barro Vermelho. Conforme o relato divulgado pela polícia, a equipe havia sido acionada inicialmente para uma ocorrência de tentativa de homicídio e encontrou a vítima com ferimentos possivelmente causados por arma branca. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmou a morte.
A Delegacia Regional de Lagarto passou a apurar o caso como feminicídio. Essa classificação descreve a linha de investigação informada pelas autoridades e não representa uma condenação ou conclusão definitiva sobre a responsabilidade individual.
Como ocorreu a busca pelo investigado
De acordo com a SSP-SE, policiais civis e militares realizaram diligências durante a noite de segunda-feira, a madrugada e a manhã de terça-feira. Participaram equipes da Delegacia Regional de Lagarto, do 7º Batalhão de Polícia Militar, do Batalhão de Polícia de Ações Táticas do Interior e do Grupamento Tático Aéreo.
O investigado foi localizado em uma área de mata de uma propriedade rural de Lagarto. A SSP-SE afirma que ele reagiu à abordagem, foi atingido por disparos e recebeu socorro das equipes antes de morrer no hospital. A descrição da suposta reação corresponde à versão oficial divulgada até esta apuração; as circunstâncias do uso da força ainda precisam ser esclarecidas pela investigação.
O que ainda está sob investigação
A Secretaria de Segurança Pública informou que a área foi isolada para exames da Criminalística e que a Delegacia Regional de Lagarto iniciou a coleta de informações e depoimentos. Permanecem sob apuração tanto os fatos relacionados à morte da mulher quanto os detalhes da intervenção policial que terminou com a morte do investigado.
Até a verificação realizada em 20 de outubro de 2026, as fontes consultadas não apresentavam conclusão pericial definitiva nem decisão judicial sobre esses acontecimentos. A morte do investigado não deve ser confundida com prova de autoria do feminicídio. Esta reportagem não divulga dados pessoais da vítima e não reproduz imagens da ocorrência.





