O Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) instaurou um inquérito para apurar denúncias sobre o ambiente de trabalho em uma loja de joias de Itabaiana, no agreste sergipano. A abertura da investigação foi divulgada nesta terça-feira, 20 de outubro de 2026. As suspeitas envolvem possíveis práticas de assédio moral organizacional, abuso do poder diretivo, coação e degradação das condições de trabalho. Nenhuma dessas alegações deve ser tratada, nesta fase, como infração comprovada.
O que motivou as denúncias
Segundo informações do MPT-SE reproduzidas pelo A8 Sergipe e pelo Portal Infonet, um vídeo divulgado nas redes sociais mostrou uma reunião entre a proprietária e funcionárias do estabelecimento para discutir alterações na jornada. As reportagens descrevem perguntas individuais sobre salários, situação financeira e rotina profissional e relatam alegadas ameaças de redução salarial relacionadas à hipótese de mudança da escala 6x1 para a escala 5x2.
O conteúdo e seu contexto são objeto de apuração. A repercussão da gravação levou ao encaminhamento de múltiplas denúncias à Procuradoria do Trabalho no Município de Itabaiana, conforme as publicações que atribuem os dados ao MPT-SE. O relato sobre possível redução de salários não significa que a medida tenha sido efetivamente aplicada.
Qual é a situação da investigação
O procedimento informado é um inquérito do MPT-SE, destinado à investigação dos fatos. De acordo com as duas notícias de 20 de outubro, a empresária seria notificada e uma audiência deveria ser marcada nos dias seguintes. Até a checagem para esta matéria, não foi possível confirmar data de audiência, apresentação de defesa, conclusão do inquérito, ajuizamento de ação ou decisão judicial relativa a este caso.
Instaurar inquérito não equivale a reconhecer culpa nem a comprovar as acusações. A referência à discussão de escalas de trabalho no vídeo também não confirma, por si só, mudança de regra trabalhista em vigor ou de jornada efetivamente implementada no estabelecimento.
Manifestação da empresa e limites da apuração
As reportagens consultadas não apresentam manifestação verificável da empresa ou da empresária sobre as alegações. O direito de apresentar esclarecimentos e documentos deve ser preservado. Não foi obtida nesta checagem a íntegra do despacho de instauração ou o número do procedimento; por isso, as informações sobre o ato e as providências previstas são atribuídas ao MPT-SE conforme reproduzidas pelos veículos citados.
A apuração é referente ao estabelecimento mencionado em Itabaiana, sem evidência, nas fontes consultadas, de extensão das denúncias a outras empresas ou municípios. A situação poderá ser atualizada quando houver manifestação da parte investigada ou novos atos oficiais confirmados.





