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Drenagem na Dom Quirino e Coelho e Campos: obras, trânsito e prazo em Aracaju

Canais subterrâneos seguem em obras na região de Santo Antônio e Industrial. Entenda o prazo contratual, os trechos e por que desvios antigos precisam ser revalidados.

Ilustração editorial de obras de drenagem urbana com tubos de concreto, escavadeira, trabalhadores, carros e placas identificando Dom Quirino e Coelho Campos.

As obras de macrodrenagem na rua Dom Quirino e na avenida Coelho e Campos, em Aracaju, estavam em execução na atualização divulgada pela Prefeitura em 20 de outubro de 2026. A intervenção, que alcança áreas dos bairros Santo Antônio e Industrial, busca distribuir melhor a água da chuva e reduzir alagamentos próximos às avenidas Simeão Sobral e Deputado Airton Teles. O município informou investimento superior a R$ 27 milhões e prazo contratual de até um ano, o que não equivale a uma data de entrega confirmada.

Onde ficam as intervenções e quais áreas são consideradas

O processo de contratação da Empresa Municipal de Obras e Urbanização (Emurb) descreve três frentes no mesmo objeto: canais na avenida Coelho e Campos e na rua Dom Quirino e redimensionamento da travessia do canal da avenida Airton Teles sob a avenida Simeão Sobral. A delimitação contratual cita os bairros Santo Antônio e Industrial. Já o comunicado de 20 de outubro aponta reflexos esperados para a área da avenida Engenheiro Gentil Tavares e para as vias próximas a Simeão Sobral e Airton Teles.

Isso indica a região atendida pelo projeto, não uma relação de todos os imóveis, ruas ou estabelecimentos sujeitos a bloqueios. Sem mapa atualizado de cada frente, não é possível afirmar que todo o bairro Industrial ou todo o Santo Antônio esteja em obras ao mesmo tempo.

O que está sendo construído e o que vem depois

Segundo a Prefeitura, os dois novos canais subterrâneos terão percursos independentes para redistribuir a contribuição das águas pluviais. O objetivo anunciado é aliviar a sobrecarga do canal da Airton Teles, que hoje concentra parte do fluxo. A proposta busca aumentar a capacidade de escoamento, mas não comprova eliminação definitiva dos alagamentos, especialmente em chuvas intensas.

A implantação da drenagem não encerra, por si só, todas as etapas previstas. O comunicado municipal inclui, depois dos trabalhos subterrâneos, recomposição do asfalto, meios-fios, passeios, bocas de lobo e outros serviços de urbanização. Portanto, canal instalado, pista liberada e obra integralmente entregue são marcos diferentes.

Qual é o prazo contratual e em que fase está a obra

O anúncio de 20 de outubro fala em até um ano para conclusão. Uma listagem de acompanhamento da Emurb encontrada em índice público identifica o contrato 002/2026-SEMINFRA como em andamento, com período registrado de 21 de maio de 2026 a 21 de maio de 2027. No mesmo registro, aparecia a marcação de 18,27% em 22 de outubro de 2026. O relatório integral não pôde ser aberto nesta consulta, e o trecho acessível não esclarece a metodologia dessa porcentagem. Por isso, ela não deve ser confundida com percentual de benefício entregue à população.

A data de 21 de maio de 2027 é uma referência do cadastro contratual, sujeita a eventual alteração formal. Não constitui confirmação de conclusão no dia indicado nem substitui o termo de recebimento e a liberação das vias.

Interdições já anunciadas e situação dos acessos

A SMTT divulgou bloqueios em fases distintas. Em 16 de junho, anunciou a interdição inicial da rua Dom Quirino entre as avenidas Airton Teles e João Ribeiro, a partir de 18 de junho, com duração estimada de cerca de 20 dias. Em 6 de outubro, informou novo bloqueio no cruzamento da avenida Simeão Sobral com a avenida Deputado Airton Teles, no sentido Mercado, desde 8 de outubro, com previsão de dez dias. Na ocasião, indicou desvio pela avenida João Ribeiro, rua Dom Quirino e avenida Airton Teles.

Esses eram cronogramas e itinerários divulgados para datas específicas. Como os prazos originais já passaram, não há base suficiente nas notas consultadas para afirmar, em 25 de outubro, que o mesmo bloqueio ou o mesmo desvio continuam em vigor. Antes de circular pela região, o motorista deve seguir a sinalização existente e verificar os avisos mais recentes da SMTT. O comunicado de 20 de outubro sobre a obra não detalha a configuração do trânsito naquele dia.

Por que apareceram valores de R$ 34 milhões e R$ 27 milhões

Ao autorizar as intervenções em maio, a Prefeitura citou mais de R$ 34 milhões para a drenagem; em outubro, informou mais de R$ 27 milhões em recursos federais do Ministério das Cidades. O processo EMURB-CP0018/2025, homologado em 27 de novembro de 2025, identifica o mesmo objeto de canais e travessia. São referências divulgadas em etapas diferentes, que exigem comparação entre valor estimado, contratação e eventuais alterações. Os montantes não devem ser somados como se fossem duas obras independentes. A documentação pública consultada não permite afirmar quanto já foi efetivamente pago.

O que ainda precisa ser confirmado

Para orientar deslocamentos e acompanhar a entrega efetiva, continuam essenciais um mapa por trecho com frentes ativas, acessos a residências e comércios, atualização dos desvios e a medição técnica acompanhada de critério e data. A verificação de 25 de outubro de 2026 confirma os anúncios e registros documentais citados, não uma inspeção presencial, uma liberação de tráfego ou o fim dos alagamentos.

Fontes e referências

Documentos e comunicados consultados em 25 de outubro de 2026. A ficha detalhada da Emurb não abriu; o dado de acompanhamento é apresentado com essa limitação.

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